O Comando Militar do Oeste (CMO) iniciou, em Dourados, uma operação para combater o mosquito Aedes aegypti, transmissor da chikungunya e da dengue. As ações começam na quarta-feira (8) nas aldeias Jaguapiru e Bororó, com a mobilização de 40 militares e cinco viaturas.
A preparação para a operação começou na quinta-feira (2), com uma reunião com a Secretaria de Saúde. Entre sexta-feira (3) e domingo (5), foram definidos o planejamento, as áreas de atuação e a mobilização dos recursos necessários. Nesta segunda-feira (6) e terça-feira (7), as equipes passam por treinamento e capacitação.
Mato Grosso do Sul enfrenta um aumento significativo de casos de chikungunya em 2026, com mais de 1,7 mil casos confirmados e sete mortes registradas no país. Dourados concentra a maior parte dos casos, afetando a maior reserva indígena urbana do Brasil, onde vivem mais de 20 mil indígenas guarani-kaiowá. Em resposta à situação, o governo federal decretou emergência na cidade.
A chikungunya é transmitida pelo mesmo mosquito que causa a dengue e a zika. O aumento de casos levou as autoridades a intensificarem as ações de controle e atendimento.
Apesar do fim do período mais comum das arboviroses, especialistas alertam para a continuidade da transmissão. O infectologista Júlio Croda destacou que o vírus chegou recentemente ao estado, aumentando o número de pessoas vulneráveis. Ele prevê que a transmissão da chikungunya pode continuar por mais um ou dois anos, devido à suscetibilidade da população.
Como parte das medidas de combate, Mato Grosso do Sul recebeu mais de 46 mil doses da vacina contra a chikungunya, que serão distribuídas principalmente para o sul do estado. Além da vacinação, as autoridades de saúde enfatizam a importância do combate ao mosquito para evitar novos casos.
A Secretaria de Estado de Saúde está intensificando ações com o envio de equipamentos, ampliação de testes, criação de leitos e mutirões na reserva indígena.

