O muro da Base Aérea de Fortaleza, localizada no Bairro Aerolândia, desabou no último fim de semana devido a fortes chuvas que atingiram a capital. Este é o segundo incidente desse tipo em menos de uma semana.
No desabamento mais recente, o muro caiu sobre um caminhão e causou prejuízos a moradores da região. A empresa Aerotrópolis Empreendimentos S.A., responsável pelas obras no terreno, informou que tem realizado reuniões e ações de acompanhamento quase diárias desde o primeiro incidente.
Com receio de novos desabamentos, alguns moradores abriram um buraco no muro para facilitar o escoamento da água acumulada no terreno ao redor do aeroporto. A população também instalou uma fita de isolamento para evitar que pessoas se aproximem da área.
Ingrid Valentim, gerente de uma empresa no bairro, relatou que o local onde trabalha sofreu rachaduras e alagamentos:
“”De máquina, graças a Deus, a gente não teve dano. Mas a gente tem receio sim de cair [o muro da Base Aérea], tanto que fizemos um isolamento simples”.”
Após o desabamento, a Aerotrópolis convocou os moradores para uma reunião, que contou com a participação de representantes da empresa, da construtora responsável e da Defesa Civil estadual e municipal. O objetivo foi avaliar a situação e definir as medidas necessárias para a recuperação da área.
A empresa afirmou que está realizando relatórios e levantamentos em campo para registrar as ocorrências e prestar assistência às pessoas afetadas. Além disso, a Aerotrópolis esclareceu que o muro será reerguido, uma vez que a Polícia Civil concluiu as investigações relacionadas ao caso.
Sobre o escoamento da água, a empresa informou que a situação está sendo tratada por meio de tubulação conectada à rede de drenagem do aeroporto.
Além do desabamento na Base Aérea, a Defesa Civil registrou mais de 40 ocorrências de desabamentos em Fortaleza após o fim de semana. No Bairro Mondubim, quatro casas construídas sobre um canal foram interditadas devido a riscos estruturais.
Gilson Pereira, um dos moradores afetados, lamentou a perda de seus pertences:
“”As minhas coisas da cozinha, eu perdi tudo. Salvou só o fogão e o bujão. Mas o resto ficou tudo enterrado”.”
Francisco Bezerra, promotor de vendas e também afetado, comentou sobre a situação:
“”Tentando recuperar as roupas, documentos. O que cedeu foi a área de serviço, cozinha, banheiro. O restante nós estamos tentando levar aos poucos”.”

