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Oscar Schmidt deixou legado duradouro para o basquete no Brasil

Amanda Rocha
Última atualização: 20 de abril de 2026 06:00
Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Oscar Schmidt, ícone do basquete brasileiro, faleceu aos 68 anos na última sexta-feira, vítima de uma parada cardiorrespiratória.

A sua influência vai além de títulos e recordes; ele transformou o basquete em uma paixão coletiva no Brasil. Renê Salviano, especialista em patrocínios e ativações de marketing esportivo, afirma: “Ninguém imaginaria que no país do futebol, aprenderíamos a amar o basquete por causa de um brasileiro que é sinônimo de resiliência, dedicação, longevidade e superação”.

Oscar Schmidt pertence a uma linhagem rara de atletas que redefiniram o interesse do público por suas modalidades, semelhante ao “efeito Senna” na Fórmula 1 e à popularização do tênis com Gustavo Kuerten. Ivan Martinho, professor de marketing esportivo da ESPM, analisa: “Mostrou que excelência, consistência e personalidade também constroem legado e ajudou a provar que o esporte brasileiro podia competir e inspirar em qualquer modalidade”.

Conhecido como “Mão Santa”, Oscar desmistificava o apelido, enfatizando que seu talento era fruto de repetição e treino: “A mão não é santa, é treinada”. Ele é o segundo maior pontuador da história do basquete mundial e deixa um legado de amor incondicional ao esporte, além de posicionamentos firmes e, por vezes, controversos, segundo Reginaldo Diniz, CEO da End to End.

Entre as décadas de 1980 e 1990, Oscar protagonizou momentos históricos com a seleção brasileira, especialmente em Jogos Pan-Americanos e Olimpíadas. Fábio Wolff, especialista em marketing esportivo, afirma: “Ele quebrou a barreira de visibilidade do basquete no país”.

Oscar Schmidt consolidou um princípio essencial da indústria esportiva: ídolos não apenas vencem jogos — eles criam mercados, formam públicos e reescrevem a cultura esportiva de um país.

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