O presidente do Botafogo, João Paulo Magalhães Lins, afirmou que o clube não corre risco de acabar, em meio a uma crise financeira e jurídica que envolve a SAF do time. A declaração foi feita em entrevista exclusiva.
A situação do Botafogo se agravou após a consultoria britânica Cork Gully colocar a SAF à venda, conforme noticiado pelo jornal britânico Financial Times. A venda foi classificada como “extremamente desagradável” pelo presidente do clube.
João Paulo Magalhães Lins comentou sobre os desafios enfrentados pela instituição: “o risco de o Botafogo acabar não existe”. Ele ressaltou a importância do clube, afirmando que “o Botafogo é imortal, estamos aí, uma instituição centenária, muito vitoriosa”.
Apesar de garantir a continuidade do clube, o presidente reconheceu que o Botafogo pode passar por “momentos mais desafiadores” em breve. Ele destacou que o momento jurídico é complicado e que ajustes na governança são necessários.
“O Botafogo vai ter que passar por algum ajuste e que pode ser que traga momentos mais desafiadores num curto prazo. Mas eu acho que isso vai ser importante para que o Botafogo possa tornar a voar a longo prazo”, concluiu.
A Cork Gully assumiu a administração judicial da Eagle Holdings, que controla a SAF do Botafogo, no fim de março. O anúncio da venda incluiu outros ativos do grupo, como o Olympique Lyonnais, da França.
John Textor, controlador da Eagle Holdings, afirmou que o anúncio da venda é uma exigência legal em processos de administração judicial. Ele continua como gestor do Botafogo, apesar de ter seus poderes como diretor da Eagle Bidco suspensos pela Justiça.

