O presidente Donald Trump anunciou que os Estados Unidos têm um plano para destruir todas as pontes e usinas de energia do Irã até a meia-noite de quarta-feira, 8 de abril, no horário local, que corresponde a 1h no horário de Brasília.
“Quero dizer, destruição completa até à meia-noite. E isso aconteceria ao longo de quatro horas se quiséssemos. Mas não queremos que isso aconteça”, afirmou Trump.
No último fim de semana, Trump estabeleceu um novo prazo para que o Irã reabra totalmente o Estreito de Ormuz, mencionando “terça-feira, 20h, horário do leste dos EUA” (21h no horário de Brasília). Ele enviou uma mensagem com ameaças de bombardear infraestruturas-chave iranianas, incluindo usinas de energia, caso Teerã não cumpra.
Atacar infraestruturas civis críticas poderia ser considerado um crime de guerra. Trump declarou e depois modificou os prazos para a abertura do estreito várias vezes.
““Terça-feira, 20h, horário do leste dos EUA””
O conflito entre os Estados Unidos e o Irã teve início em 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em Teerã. Desde então, diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas.
Os EUA alegam ter destruído dezenas de navios iranianos, além de sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares. Em retaliação, o regime iraniano realizou ataques contra países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã, afirmando que seus alvos são apenas interesses dos Estados Unidos e Israel.
Desde o início da guerra, mais de 1.750 civis morreram no Irã, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos. A Casa Branca registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos em decorrência direta dos ataques iranianos.
O conflito também se expandiu para o Líbano, onde o Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Israel, por sua vez, tem realizado ofensivas aéreas contra alvos do Hezbollah no Líbano, resultando em centenas de mortes no território libanês.
Após a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas afirmam que ele não fará mudanças estruturais e representa a continuidade da repressão. Trump expressou descontentamento com essa escolha, classificando-a como um “grande erro” e afirmou que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.

