Os aeroportos de Congonhas e Guarulhos, em São Paulo, registraram cancelamentos de voos nesta sexta-feira, 10 de abril de 2026, devido a uma falha no Centro Regional de Controle do Espaço Aéreo Sudeste, ocorrida na quinta-feira, 9 de abril.
No Aeroporto de Congonhas, até às 4h45, foram canceladas 5 partidas e 7 chegadas, além de 2 chegadas canceladas. No Aeroporto de Guarulhos, entre 4h e 7h, 4 chegadas foram canceladas.
A operação do Aeroporto de Congonhas foi estendida até a meia-noite de quinta-feira, segundo a Aena, concessionária responsável pela gestão do aeroporto. A medida visava reduzir os impactos na malha aérea nacional, causados pela suspensão temporária dos voos no espaço aéreo de São Paulo.
O diretor-presidente da Anac, Tiago Chagas Faierstein, informou que o Centro Regional de Controle do Espaço Aéreo Sudeste foi esvaziado devido à presença de fumaça fora do prédio operacional. “Não houve incêndio, não houve pane elétrica, nenhum sistema parou de funcionar. O que houve foi um princípio de fumaça fora do prédio”, disse Faierstein.
Bombeiros foram acionados para o local, levantando suspeitas de incêndio. Alguns controladores sentiram cheiro de queimado e viram fumaça. A origem da fumaça ainda está sendo investigada. Após 30 minutos, os controladores retornaram ao trabalho normalmente, sem comprometimento da segurança de voo.
Os voos em Congonhas ficaram interrompidos entre 8h58 e 10h09. A Anac afirmou que avalia ampliar o horário de funcionamento do aeroporto para reduzir os impactos aos passageiros.
O governador Tarcísio de Freitas comentou o caso e atribuiu o problema a um incêndio em uma estrutura da Força Aérea Brasileira (FAB). “Foi um problema de incêndio numa torre da FAB, que acabou provocando um problema no controle de tráfego aéreo”, afirmou.
A FAB, por meio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), informou que a interrupção durou 36 minutos, das 9h30 às 10h06, devido a um problema técnico operacional, mas não detalhou a causa. O Ministério de Portos e Aeroportos também confirmou um problema técnico no Controle de Aproximação na região de São Paulo, que resultou na suspensão das autorizações de decolagem por 35 minutos.
A Anac acionou um conjunto de ações iniciais previstas no protocolo de pré-crise para acompanhar os impactos da paralisação e a evolução do cenário, concentrando esforços em identificar as empresas aéreas e rotas afetadas.

