Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
OK
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Procurar
© 2024 - BRASIL EM FOLHAS S/A
Leitura: Cientistas usam isótopos da água para mapear chuvas na Amazônia
Notificação Mostrar mais
Font ResizerAa
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Font ResizerAa
Procurar
Have an existing account? Sign In
Follow US
© 2024 BRASIL EM FOLHAS S/A

Cientistas usam isótopos da água para mapear chuvas na Amazônia

Carla Fernandes
Última atualização: 29 de agosto de 2026 12:05
Carla Fernandes
Tempo: 3 min.

Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) utilizaram isótopos da água para mapear a origem da umidade e a dinâmica das chuvas em Manaus, no Amazonas. O monitoramento diário indica que a composição da precipitação foi alterada pelas secas históricas de 2023 e 2024, sugerindo que a técnica pode antecipar períodos de estiagem prolongada.

A análise, publicada na revista Hydrological Processes, utilizou isótopos — versões mais leves ou pesadas de átomos de hidrogênio e oxigênio — para criar uma espécie de impressão digital da água. Segundo o geólogo Didier Gastmans, coordenador do Laboratório de Recursos Hídricos e Isótopos Ambientais (LARHIA) da Unesp, cada condição de temperatura e umidade produz diferenças nessas proporções.

Entre março e fevereiro de 2025, pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) coletaram 207 amostras diárias de chuva na capital amazonense. Os dados foram cruzados com modelos meteorológicos globais da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) dos Estados Unidos e do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas a Médio Prazo (ECMWF).

A geógrafa Rafaela Rodrigues Gomes, doutoranda da Unesp e autora do trabalho, identificou que a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) controla as chuvas entre março e maio. Já entre junho e agosto, a proporção de isótopos pesados cresce sob influência da Alta Subtropical do Atlântico Sul (Asas), sistema que favorece a entrada de massas de ar seco.

O estudo comparou dados atuais com registros feitos entre 1965 e 1990, revelando mudanças ligadas ao clima mais quente. Em 2024, o sinal isotópico típico da estação seca apareceu em maio, um mês antes do habitual. O fenômeno foi associado ao El Niño e ao aquecimento anormal do Atlântico Norte, que reduziram a entrada de umidade na região.

A rede de monitoramento foi retomada após um hiato de três décadas devido à falta de financiamento. O projeto atual conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). Gomes pretende expandir a coleta para 19 estações na Amazônia e regiões vizinhas para estudar os chamados rios voadores.

Notícia Anterior Levantamento lista creches bilíngues no Rio e em São Paulo
Próximo notícia Ex-assessor de Trump paga multa por apostas com dados sigilosos
Banner
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Follow US
© 2024 BRASIL EM FOLHAS S/A
Bem vindo de volta!

Faça login na sua conta