O Ministério do Planejamento e Orçamento apresentou nesta segunda-feira (31) o Projeto de Lei Orçamentária (PLOA) para 2027. A proposta prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) crescerá 2,46% no próximo ano, valor inferior aos 2,56% estimados anteriormente na Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO).
O salário mínimo para 2027 foi fixado em R$ 1.741, o que representa um aumento de 7,40% (R$ 120) em relação ao piso de R$ 1.621 vigente desde janeiro. O reajuste impacta também o seguro-desemprego, o abono salarial, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e os pagamentos previdenciários.
A projeção para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), é de 3,60%. O número supera a estimativa de 3,04% do PLDO, mas fica abaixo dos 4,28% previstos no Relatório Focus do Banco Central. Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), parâmetro do salário mínimo, a previsão é de 3,69%.
A equipe econômica estima que a taxa Selic termine 2027 com média de 12,53%. A projeção é superior aos 10,55% previstos no PLDO, embora a estimativa de mercado do Focus seja de que a taxa básica de juros, hoje em 14,00%, encerre o período em 12,00%.
O texto prevê câmbio médio de R$ 5,22, contra R$ 5,47 estimados em abril. O preço médio do barril de petróleo foi projetado em US$ 71,03, superando a previsão anterior de US$ 67,69. Já o crescimento da massa salarial nominal para 2027 foi estimado em 10,14%.
A proposta mantém a previsão de 4,00% para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), repetindo o percentual apresentado no PLDO.

