A Confederação de Futebol da Oceania (OFC) manifestou apoio a Gianni Infantino, presidente da FIFA, em sua candidatura à presidência. O movimento, contudo, enfrenta oposição da Nova Zelândia e da Irlanda, que questionam o projeto Fifa Forward Enterprise.
Seis federações ligadas à Liga Árabe — Marrocos, Catar, Egito, Mauritânia, Líbano e Sudão — declararam “apoio total” ao dirigente. A Confederação Africana de Futebol (CAF) e a CONMEBOL também divulgaram notas favoráveis a Infantino, reconhecendo seu papel no desenvolvimento do futebol regional.
A Nova Zelândia rompeu com a OFC e retirou seu respaldo, exigindo uma revisão independente do projeto FFE, que envolvia a venda de direitos comerciais da Copa do Mundo a investidores ligados ao presidente dos Estados Unidos Donald Trump. A Federação Neozelandesa de Futebol (NZF) afirmou que as ações da FIFA levaram à quebra de confiança.
A oposição se organiza com a UEFA, que ameaça boicotar competições se Infantino não renunciar. Inglaterra, País de Gales, Noruega e Irlanda do Norte também retiraram apoio. A Concacaf e a AFC manifestaram críticas ao projeto de privatização do futebol.
Com 211 votos possíveis, Infantino precisa de 106 votos para se manter no cargo nas eleições de março de 2027. O presidente enfrenta resistência crescente na Europa e em partes da Ásia e Oceania, apesar dos aliados estratégicos na África e América do Sul.

