O preço de novos aluguéis residenciais avançou 0,55% em agosto, ritmo inferior aos 0,70% registrados em julho, segundo o Índice FipeZAP de Locação Residencial. No acumulado de 12 meses, a alta foi de 9,16%, superando a inflação oficial (IPCA), que ficou em 4,22% no mesmo intervalo.
A apuração da Fipe, em parceria com o Grupo OLX, analisou anúncios de apartamentos em 36 cidades, incluindo 22 capitais. O indicador monitora preços de novos contratos e não reajustes de contratos vigentes. De janeiro a agosto, os aluguéis acumularam alta de 6,56%, enquanto o IPCA registrou 3,11%.
Mariangela Silva, economista do Grupo OLX, afirmou que os dados indicam moderação no crescimento, mas não uma reversão da valorização. Segundo a economista, o custo elevado do crédito imobiliário e os juros altos fazem com que famílias adiem a compra da casa própria e permaneçam no mercado de locação, mantendo a demanda pressionada.
A valorização anual foi liderada por imóveis de dois quartos, com alta de 10,25%. Unidades de três dormitórios subiram 9,65%, as de um quarto avançaram 8,50% e as de quatro ou mais quartos registraram alta de 6,42%. Apartamentos de um dormitório possuem o metro quadrado mais caro, custando R$ 72,41.
Entre as capitais, Aracaju teve a maior alta em 12 meses, com 21,61%, seguida por Fortaleza (16,81%) e Natal (16,60%). No acumulado de 2026, Campo Grande lidera a valorização com 16,25%. São Paulo registrou alta moderada de 4,27% no ano, mas mantém o metro quadrado mais caro entre as capitais, a R$ 65,36. O valor mais alto do país foi encontrado em Barueri, a R$ 71,92 por metro quadrado.
A rentabilidade anual para proprietários, chamada de rental yield, ficou em 6,14% na média geral. Recife apresentou o maior retorno estimado entre as capitais, com 8,40% ao ano, seguida por Cuiabá (8,28%) e Belém (8,12%). Vitória registrou o menor índice, com 4,27%.

