O remodelamento de costelas, procedimento estético que visa criar uma cintura mais fina e definida, tornou-se uma tendência recente nas redes sociais. A técnica, divulgada por influenciadores como a brasileira Maya Massafera e a australiana Bec Zacharia, envolve a fratura e o reposicionamento das costelas inferiores para alterar a aparência da silhueta sem a remoção dos ossos.
A prática integra a tendência de aprimoramento da aparência, que busca maximizar a atratividade física por meio de mudanças que variam de rotinas de exercícios a cirurgias invasivas. Segundo a psicóloga clínica Vivienne Lewis, professora da Universidade de Canberra, a exposição a conteúdos de influenciadores está ligada ao aumento da ansiedade em relação à própria imagem e à consideração de intervenções estéticas.
Diferente de celebridades tradicionais, influenciadores costumam apresentar rotinas cotidianas, o que pode normalizar a realização de cirurgias para seus seguidores. A apuração indica que o engajamento com conteúdos de beleza promove a comparação sutil entre a aparência do usuário e a de terceiros, levando à inspeção de características físicas que anteriormente não eram alvo de atenção.
Estudos experimentais apontam que a visualização de perfis focados em aparência pode reduzir a satisfação de mulheres com seus próprios corpos. A especialista afirma que a decisão por tais procedimentos pode esconder expectativas irreais de que a mudança física transforme a autoestima ou a confiança.
Em casos mais graves, a insatisfação persistente com defeitos percebidos pode indicar o transtorno dismórfico corporal, condição mental mais comum em pessoas que buscam cirurgias estéticas do que na população geral. Dificuldades com a imagem corporal também são associadas a quadros de transtornos alimentares.
A recomendação para quem convive com pessoas que consideram a cirurgia é evitar respostas imediatas de negação ou elogios superficiais, que podem interromper a conversa. A orientação é demonstrar curiosidade sobre as motivações e observar se a preocupação com a aparência afeta o dia a dia, como a evitação de fotos ou mudanças drásticas na alimentação.

