O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) caiu de 101,3 pontos em agosto para 100,0 pontos em setembro, indicando pessimismo no setor. Os dados são da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), divulgados nesta quarta-feira (30).
A queda de 1,3 ponto ocorre em meio à readequação de expectativas no segmento de bens semiduráveis, que abrange roupas, calçados, tecidos e acessórios. O movimento coincide com os efeitos do fim do imposto de importação sobre remessas internacionais, a chamada taxa das blusinhas, que tem incentivado maior participação do comércio exterior no consumo.
Segundo a pesquisa, a confiança no comércio de bens semiduráveis registrou queda de 1,3% na comparação mensal. Em relação ao mesmo período do ano anterior, o segmento é o único a apresentar variação negativa, recuando 1,7% em 12 meses. A expectativa econômica específica desse segmento recuou 4,6% em setembro.
Apesar do recuo mensal, o Icec subiu 1,7% na comparação com agosto de 2025. Segundo a CNC, isso mostra que os empresários avaliam o ambiente de negócios como mais favorável do que o verificado no mesmo período do ano passado.
O comércio de bens duráveis, como eletrônicos e eletrodomésticos, obteve o maior avanço na comparação anual, com alta de 3,9%, beneficiado por um nível de preços que tem favorecido a comercialização desses itens.
No quadro geral do comércio, as intenções de contratação de funcionários mantiveram trajetória positiva, com crescimento de 4,2% no ano, indicando resiliência no mercado de trabalho varejista.

