O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) determinou a remoção de um vídeo publicado por Eduardo Bolsonaro no Instagram com críticas à candidata ao Senado por São Paulo Simone Tebet (PSB). A decisão é do juiz Ronnie Herbert Barros Soares, que concedeu tutela de urgência. Eduardo terá 24 horas para retirar o conteúdo, sob pena de multa de R$ 1 mil por dia.
Na gravação, o ex-deputado afirma que a senadora teria se “prostituído por cargo”. A decisão do juiz Ronnie Herbert Barros Soares, do TRE-SP, foi divulgada nesta quarta-feira (30). Se descumprir a ordem, Eduardo ficará sujeito a multa de R$ 1 mil por dia, limitada a 30 dias.
A publicação ocorreu depois de Simone Tebet criticar a decisão do deputado Ricardo Salles (Novo) de retirar sua candidatura ao Senado por São Paulo. Eduardo Bolsonaro reagiu à declaração da senadora e defendeu a decisão de Salles. Segundo ele, o deputado não teria “se rendido ao centrão”, mas reconhecido o risco de uma divisão dos votos conservadores favorecer candidatos de esquerda.
No vídeo, Eduardo também chamou Tebet de “vassala do Lula” e afirmou que ela “se prostitui por cargo, ministério e etc.”. “Primeiro que o Salles não se rendeu ao centrão”, disse. “Ele apenas reconhece que o principal que poderia acontecer é os votos de direita se dividirem entre três candidatos, abrindo caminho para que pessoas de esquerda, como você, Simone Tebet, vassala do Lula, pudessem representar o Estado. Então, um ato de patriotismo até do Salles. E quando passa a eleição, faz tudo ao contrário, se prostitui por cargo, ministério e etc.”
A defesa da candidata levou o caso à Justiça Eleitoral e sustentou que a declaração extrapola os limites da crítica política. Segundo a representação, o conteúdo também estaria relacionado à condição de mulher de Tebet e poderia caracterizar violência política de gênero. Além da remoção do vídeo, a defesa pediu que a Justiça adotasse as demais medidas previstas no processo.
Tebet também se manifestou sobre o episódio. Para a senadora, a declaração não atinge apenas sua trajetória política, mas mulheres que participam da vida pública. “Não é uma agressão a mim, é uma agressão às mulheres que fazem política”, afirmou Tebet. “Então, é muito difícil hoje estimular mulheres para entrar na vida pública nesse ambiente onde a violência verbal é o primeiro passo para a violência letal. Isso acontece na violência doméstica e na violência política”.

