O número de mortos no desabamento de um prédio em construção na Penha, zona leste de São Paulo, subiu para três, segundo o Corpo de Bombeiros. A estrutura caiu sobre uma residência na Rua Tequici, por volta das 2h de sábado (12), durante a madrugada de chuvas intensas na capital.
A Defesa Civil do Estado informou que oito pessoas estavam na casa atingida. Duas mulheres morreram sob os escombros, sendo uma delas grávida. Uma menina foi resgatada com vida e encaminhada ao Pronto-Socorro do Tatuapé, enquanto um adulto foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
O prefeito Ricardo Nunes acionou a Controladoria-Geral do Município para verificar a autenticidade do alvará do imóvel. Moradores relataram que uma estrutura antiga no local deveria ter sido demolida, mas a demolição não teria ocorrido. O documento assinado por uma servidora da Subprefeitura da Penha passará por análise.
Nunes afirmou que a servidora responderá civil e criminalmente caso o documento seja falso. O prefeito também criticou a declaração do advogado da construtora, que disse que a empresa não realizou a demolição, interpretando a fala como uma possível confissão de crime.
Segundo o prefeito, o imóvel pertence a um pai e um filho, sendo que o filho é o engenheiro responsável tecnicamente pela obra. A polícia foi acionada para investigar as circunstâncias do acidente.
O desabamento aconteceu durante temporais que levaram o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) a colocar todas as zonas da capital e as marginais Pinheiros e Tietê em estado de atenção. A Defesa Civil havia alertado para ventos superiores a 60 km/h, causados por uma frente fria e um ciclone extratropical no litoral de São Paulo.

