O SBT perdeu a disputa pelos direitos de transmissão da Copa do Brasil para o ciclo entre 2027 e 2030. A emissora ofereceu R$ 150 milhões para transmitir um ou dois jogos por rodada, mas a competição ficará com o Grupo Globo, Prime Video e ESPN, com a Globo mantendo a exclusividade na TV aberta.
A ausência no torneio ocorre em um momento de fragilidade no calendário esportivo do canal. A Copa Sul-Americana deixará a grade do SBT após 2026 e o contrato da Champions League vence ao final da temporada 2026/27. Caso não ocorram renovações, a emissora pode chegar ao segundo semestre de 2027 sem grandes competições de futebol asseguradas no país.
Paralelamente, o grupo enfrenta um conflito judicial com a N Sports, empresa de Galvão Bueno. A disputa envolve mais de R$ 40 milhões e refere-se a divergências sobre repasses e receitas de patrocínio da transmissão de 32 partidas da Copa do Mundo de 2026.
A parceria entre a emissora e o narrador havia sido montada especificamente para o Mundial, mas terminou com a batalha jurídica. O imbróglio acontece enquanto o grupo tenta consolidar o SBT News, lançado recentemente para ampliar a presença no mercado de informação e disputar audiência com canais consolidados.
A turbulência nos negócios e no esporte coincide com o desgaste na imagem da emissora após a repercussão de vazamentos envolvendo o ex-ministro Fábio Faria, marido de Patrícia Abravanel, em notícias relacionadas ao Banco Master. Os problemas pressionam projetos estratégicos do grupo no período após a gestão de Silvio Santos.

