As forças dos Estados Unidos encerraram nesta quarta-feira (30) sua missão no Iraque, com a retirada das últimas tropas americanas do país. A saída, que ocorre após acordo firmado em 2024, durante a presidência de Joe Biden, foi executada pela administração de Donald Trump e levanta temores sobre um vácuo de segurança na região.
A retirada foi conduzida principalmente a partir de uma base aérea em Erbil, na região semiautônoma do Kurdistão iraquiano. A operação marca o fim de uma presença militar que se estendeu por mais de duas décadas no país.
O encerramento da missão é celebrado como uma vitória por Teerã e seus aliados. A saída americana ocorre em meio a uma confrontação militar entre os Estados Unidos e o Irã, que apoia milícias xiitas atuantes no Iraque.
Analistas apontam que a retirada pode fortalecer ainda mais essas milícias e oferecer ao grupo Estado Islâmico (ISIS) uma oportunidade para se reorganizar. O temor é que a ausência das forças americanas deixe um vácuo de segurança no país.
A missão americana no Iraque foi formalmente acordada em 2024, ainda sob a gestão de Biden, mas sua execução coube à administração Trump, que mantém uma postura de confronto militar com o Irã.

