O Governo da Espanha deve sofrer uma derrota no Congresso nesta quarta-feira (17) durante a votação para convalidar o decreto de regulação dos lobbies. A medida, aprovada no final de agosto, não deve prosperar devido à oposição de partidos de direita e de entidades sindicais e patronais.
A derrubada do decreto implica a perda de fundos milionários europeus que o Executivo já havia planejado utilizar. A decisão também altera a situação jurídica de 250 lobbies inscritos, que teriam apenas 15 dias para se adequar às novas regras.
O bloco de oposição no Parlamento, composto por Partido Popular (PP), Junts, Unión Prostetista Navarra (UPN) e Vox, já sinalizou que votará contra a proposta.
Além da pressão política, o governo enfrenta a resistência da Confederação Espanhola de Organizações Empresariais (CEOE), da União Geral de Trabalhadores (UGT) e das Comissões Operárias (CCOO). Os agentes sociais alegam que suas competências estão previstas na Constituição e, por isso, deveriam estar excluídos da regulação.
O texto original previa a formalização de atividades de influência junto ao poder público, mas a falta de consenso entre as forças parlamentares e os setores produtivos torna a rejeição do decreto o cenário mais provável para a sessão de quarta-feira.

