O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (14) que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, surgiu durante a gestão de Roberto Campos Neto no Banco Central, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
Haddad classificou a operação como a maior fraude bancária do país, movimentando R$ 60 bilhões. Segundo o candidato, Vorcaro foi liquidado e preso na gestão atual, após a equipe de Haddad ter identificado que o banqueiro representava um problema grave.
O petista declarou que jamais recebeu Vorcaro, trocou mensagens ou telefonemas com ele. De acordo com Haddad, o ex-banqueiro teria financiado as campanhas de Jair Bolsonaro e de Tarcísio de Freitas, além de ter mantido negócios com três ex-ministros do governo anterior.
Questionado sobre os reflexos do caso Master no pleito eleitoral, Haddad defendeu que a Justiça levante todos os sigilos das investigações. A fala ocorre em um momento em que o senador Jaques Wagner, do PT, também aparece entre os investigados no contexto do caso.
Haddad afirmou que a transparência deve ser aplicada independentemente do partido político dos envolvidos, argumentando que a informação não pode ser sonegada do cidadão às vésperas de eleições gerais para presidente, governadores e parlamentares.

