Mais de um terço dos eleitores brasileiros, correspondendo a 35%, ainda não sabe ou não quis declarar em quem votará para a Presidência da República. O dado consta na última rodada da pesquisa Quaest, divulgada no dia 21 de setembro, a 12 dias do primeiro turno das eleições gerais de 2026.
A taxa de indecisos na modalidade espontânea, quando o eleitor não recebe lista de nomes, caiu de 41% para 35% em relação à semana anterior. No início do ano, o índice era de 68%, representando uma redução de 33 pontos percentuais desde janeiro. Na mesma série, as menções a Lula subiram de 28% para 31%, enquanto Flávio Bolsonaro cresceu de 23% para 26%.
O Sudeste apresenta a maior taxa de indefinição do País, com 42% dos moradores sem candidato definido, além de 3% de brancos e nulos. No Norte e Centro-Oeste, 34% não citaram nomes espontaneamente. No Sul, Flávio Bolsonaro ultrapassou a margem de indecisos, com 37% contra 34%. Já no Nordeste, Lula é a preferência de 49% dos eleitores, enquanto 25% seguem indecisos.
Recortes de gênero indicam que mulheres são mais indecisas que os homens, com 43% sem definição, contra 27% do público masculino. A escolaridade também influencia o resultado: entre pessoas com apenas o ensino fundamental, a indefinição chega a 39%. No grupo com ensino superior, Flávio Bolsonaro é citado por 33% e Lula por 26%, com 29% de indecisos.
Na análise de renda, 39% dos eleitores que recebem até dois salários mínimos estão indecisos, enquanto 37% citam Lula. No grupo que recebe Bolsa Família, 42% preferem Lula e 35% são indecisos. Entre quem ganha mais de cinco salários mínimos, Flávio Bolsonaro é citado por 37%, contra 27% de indecisos e 24% de Lula.
Quanto à religião, Lula é a preferência de 35% dos católicos, enquanto 33% estão indecisos. Entre evangélicos, a indefinição é de 37%, com 35% preferindo Flávio Bolsonaro e 18% citando Lula. No recorte racial, Lula é citado por 38% das pessoas negras e 34% dos pardos, enquanto Flávio Bolsonaro aparece em 34% dos brancos.

