O número de trabalhadores por conta própria com registro no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) atingiu em 2025 o maior nível da série histórica iniciada em 2012. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 27,1% desse grupo possuíam registro empresarial no ano passado, contra 15% em 2012.
Ao somar empregadores e trabalhadores por conta própria, a proporção de pessoas com CNPJ chegou a 35% em 2025. O universo analisado pelo órgão reunia 30,6 milhões de pessoas, das quais cerca de 10,7 milhões tinham registro formal. No total, havia 26,1 milhões de trabalhadores por conta própria no país, alta de 2,4% em relação a 2024.
Apesar do crescimento, 72,9% dos trabalhadores por conta própria ainda não possuíam registro empresarial. Para quem atua como Microempreendedor Individual (MEI), a formalização via pagamento do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) garante acesso a aposentadoria por idade, salário-maternidade e benefícios por incapacidade.
O levantamento indica que a formalização está ligada ao nível de instrução. Em 2025, 50,8% dos trabalhadores por conta própria com ensino superior completo tinham CNPJ. Entre aqueles sem instrução ou com ensino fundamental incompleto, a taxa caiu para 11,1%. Já entre os empregadores com diploma universitário, o percentual chegou a 91,8%.
As diferenças também aparecem nos setores econômicos. O Comércio teve a maior taxa de registro entre autônomos, com 36,7%, seguido por Serviços, com 33,5%. Os menores índices foram na Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, com 6,5%, e na Construção, com 14,8%.
No recorte regional, o Sul apresentou a maior proporção de empregadores e autônomos com CNPJ, com 46,7%. Sudeste e Centro-Oeste registraram 41,6% cada. As menores taxas foram no Nordeste, com 20,1%, e no Norte, com 15,6%.
O cenário de formalização ocorre em paralelo à expansão da ocupação no Brasil. O nível de ocupação atingiu 59,1% em 2025, o maior desde 2012, com a população ocupada totalizando 103 milhões de pessoas, alta de 1,7% comparada ao ano anterior.

