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Lula defende polícia especial para atuar em comunidades

Carla Fernandes
Última atualização: 27 de setembro de 2026 17:24
Carla Fernandes
Tempo: 3 min.

O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou que quer criar uma “polícia especial” para agir contra o crime organizado nas comunidades. Ele também disse que, se reeleito, vai criar um ministério exclusivo para segurança pública. As declarações foram dadas em entrevista à Band, no programa Canal Livre, que será transmitido às 20h deste domingo (27).

“O terrorismo na comunidade, nós vamos acabar. Aprovou a emenda constitucional, no dia seguinte está criado o Ministério da Segurança Pública, com a definição de uma polícia especial que eu quero criar, uma Força Nacional capaz de fazer intervenção em qualquer situação”, afirmou o presidente.

Na avaliação do petista, intervenções federais com uso das Forças Armadas não trouxeram o resultado esperado. “Quando levava o Exército para lá para fazer intervenção, os bandidos saíam. Quando o exército saía, os bandidos voltavam. Essa Força Nacional é boa, mas não é suficiente. Nós precisamos de uma Força Nacional preparada para ser Força Nacional, com soldados preparados”, explicou.

Lula criticou ações violentas da polícia em comunidades e disse que a melhor estratégia para enfrentar o crime é por meio da asfixia financeira, porque o crime “virou uma indústria multinacional” que está na “Justiça, na polícia, no futebol, na política, no empresariado”.

“É muito fácil ir lá e matar, como foi feito agora no Rio de Janeiro, no (Massacre do) Carandiru (em 1992, em São Paulo). O governador até pega popularidade naquela semana, mas aquilo não dá resultado. O que dá resultado é dar garantias às pessoas. A polícia vai ocupar de forma ordenada, mas mais do que ocupar, é preciso que o Estado tenha presença com políticas públicas em cada comunidade”, declarou.

Sobre a classificação de facções criminosas brasileiras como “terroristas” pelo governo dos Estados Unidos, Lula disse que discorda. “Quando eu não concordo que o PCC, o Comando Vermelho, sejam terroristas, é o terrorismo do (presidente dos EUA, Donald) Trump. O terrorismo do Trump é o terrorismo de Estado. É o terrorismo do cara que quer derrubar o governo. O nosso terrorismo aqui é para a comunidade, (…) que não deixa a sociedade viver livremente”, afirmou.

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