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Lula pede a Alcolumbre votação de PEC contra jornada 6×1

Carla Fernandes
Última atualização: 3 de setembro de 2026 19:17
Carla Fernandes
Tempo: 2 min.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, nesta quarta-feira, para tentar destravar a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa extinguir a jornada de trabalho 6×1. A medida, aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), não foi levada ao plenário.

De acordo com três pessoas a par das conversas, Lula agradeceu a Alcolumbre pela aprovação da PEC na CCJ e de outras pautas prioritárias para o Palácio do Planalto, como a PEC da Segurança Pública e projetos sobre terras raras e datacenters. O presidente do Senado detém a prerrogativa de pautar os temas analisados no plenário.

A decisão de não concluir a votação frustrou aliados do governo, que pretendiam utilizar a proposta como vitrine eleitoral. A avaliação interna é que a matéria é popular e poderia aproximar o presidente de segmentos do eleitorado que normalmente não votam no PT. Parlamentares governistas, porém, afirmam que Alcolumbre não descumpriu acordos, já que em almoço recente com Lula e com o presidente da Câmara, Hugo Motta, ele se comprometeu apenas com a tramitação na CCJ.

A estratégia do Planalto divergiu da declaração do líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, que justificou a falta de votação pelo risco de não atingir os 49 votos necessários. Políticos que acompanham as negociações afirmam que haveria votos suficientes, pois senadores em campanha para a reeleição evitariam se posicionar contra um tema popular.

A oposição e aliados de Flávio Bolsonaro manifestaram-se contra a votação. Rogério Marinho, coordenador da campanha do senador, também se posicionou contra a PEC. Um integrante da cúpula do Congresso minimizou os prejuízos eleitorais para Lula, sugerindo que a manutenção do debate e a atribuição do adiamento à oposição podem beneficiar o presidente na reta final da campanha.

Alcolumbre e a Secretaria de Comunicação Social da Presidência foram procurados, mas não responderam aos questionamentos.

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