O nível do mar subiu 10 cm desde 1990 e apresenta uma taxa de elevação anual de 0,45 cm, valor que mais que dobrou em relação à estimativa de 0,21 cm registrada no primeiro relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, conforme apuração científica.
O processo é impulsionado pelo aquecimento global de origem antrópica, que provoca o derretimento de coberturas de neve em regiões polares e de alta montanha. Esse aporte de água nos oceanos contribui para a elevação progressiva do nível do mar, resultando em eventos climáticos costeiros extremos e ressacas que avançam sobre calçadões e áreas urbanas.
A NASA informou que, em 2024, a subida do nível dos mares foi de 0,59 cm, índice acima da média esperada. Embora o instituto norte-americano tenha mencionado a possibilidade de distorções nas medições daquele ano, a comunidade científica mantém o consenso de que o nível do mar deve subir entre 50 cm e um metro até 2100.
A elevação total do mar é de 20 cm quando comparada ao período pré-industrial. O fenômeno ocorre devido à intensificação do efeito estufa, processo natural de retenção de calor na atmosfera que foi potencializado por atividades humanas, como a indústria, a agricultura e a queima de combustíveis fósseis.
De acordo com a Geografia Física e os Ciclos de Milankovitch, a Terra atravessa um período interglacial. Sem a interferência humana, a tendência natural seria de um resfriamento lento até a próxima era do gelo, prevista para daqui a 10 mil anos, o que evidencia a causa antrópica do aquecimento nas últimas décadas.

