Uma pesquisa inédita realizada pelo Datafolha em parceria com a biofarmacêutica GSK revelou que 92% da população brasileira relatou ao menos um sintoma respiratório nos últimos 12 meses. O estudo alerta para a normalização de desconfortos, como tosse e falta de ar, que frequentemente são ignorados pelos pacientes.
O levantamento indica que 62% dos entrevistados acreditam que sintomas como tosse ou falta de ar só devem ser avaliados por um médico quando passam a limitar as atividades do cotidiano. Além disso, 57% consideram normal sentir falta de ar devido ao envelhecimento e outros 57% avaliam que a tosse frequente é um efeito natural do tabagismo.
A asma é a condição mais conhecida, citada por 84% dos brasileiros. No entanto, entre os diagnosticados, 24% consideram o quadro pouco ou nada controlado. O pneumologista José Eduardo Delfini Cançado, professor da Santa Casa de São Paulo, explicou que muitos pacientes adaptam a rotina às limitações da doença acreditando que o cansaço aos esforços é inevitável.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) apresenta os menores índices de reconhecimento: apenas 10% da população afirma conhecer a patologia e somente 3% sabem o significado da sigla. Entre os pacientes com diagnóstico de DPOC, 11% declararam não realizar nenhum tipo de tratamento atualmente.
A polipose nasal também é pouco difundida, conhecida por apenas 17% dos entrevistados. Esta é a condição com a pior avaliação de controle, com 33% dos pacientes diagnosticados afirmando que a doença é pouco ou nada controlada. A otorrinolaringologista Elisama Baisch, gerente de grupo médico da GSK Brasil, informou que a obstrução nasal prolongada é frequentemente confundida com rinite ou sinusite.
A Anvisa autorizou em 2026 o uso de dois novos imunobiológicos para doenças respiratórias associadas à inflamação tipo 2. O mepolizumabe foi aprovado para tratamento de manutenção em adultos com DPOC não controlada, enquanto o depemoquimabe foi autorizado para asma e rinossinusite crônica com pólipos nasais graves, com aplicação de uma dose a cada seis meses.

