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Leitura: PF apura pedido de proteção do PCC para Daniel Vorcaro
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PF apura pedido de proteção do PCC para Daniel Vorcaro

Carla Fernandes
Última atualização: 14 de setembro de 2026 17:38
Carla Fernandes
Tempo: 2 min.

Mensagens analisadas pela Polícia Federal indicam que integrantes do grupo conhecido como “Turma”, investigados por ações clandestinas ligadas ao empresário Daniel Vorcaro, buscaram apoio do Primeiro Comando da Capital (PCC) para proteger o dono do Banco Master enquanto ele esteve preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos, em São Paulo.

Os diálogos, que integram um relatório da PF, ocorreram em novembro de 2025. As conversas foram trocadas entre Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário, e Manoel Mendes Rodrigues, o Manolo Dom, apontado como bicheiro no Rio de Janeiro. Segundo os investigadores, ambos mantinham relações com Vorcaro e recebiam recursos do empresário.

Manolo Dom expressou preocupação com a adaptação de Vorcaro ao ambiente prisional e sugeriu acionar a liderança da facção na capital paulista. O objetivo seria informar aos demais detentos que o empresário era considerado parceiro e deveria receber assistência na unidade. Mourão elaborou então um texto destinado à “sintonia” do PCC, estrutura de comunicação da organização, afirmando que Vorcaro contribuiria com a estrutura regional.

A apuração indica que Manolo encaminhou a mensagem a um advogado para que este fizesse a ponte com o crime organizado. No dia seguinte às tratativas, Manolo transferiu R$ 10 mil ao profissional. O relatório da PF sugere que o apoio pode ter sido efetivamente prestado, embora não haja conclusão definitiva sobre a extensão do auxílio. Vorcaro deixou a prisão após a concessão de um habeas corpus pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

As evidências fazem parte de uma investigação maior sobre a “Turma”, grupo suspeito de realizar ações violentas e clandestinas para atender interesses de Vorcaro. Manoel Mendes Rodrigues está preso e é investigado por organizar tais ações. Luiz Phillipi Mourão, que também havia sido preso preventivamente, morreu após cometer suicídio, conforme laudos citados pela PF.

Mourão também afirmou em mensagens que tentaria contato com o secretário de Administração Penitenciária de São Paulo, mas a Polícia Federal não concluiu se a tentativa foi concretizada.

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