O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, criticou nesta quinta-feira (10) a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), de retirar parcialmente o sigilo do caso que envolve o Banco Master.
A medida foi determinada na noite de quarta-feira (10), após pedido do ministro Edson Fachin. Em publicações na rede social X durante a madrugada, Marinho afirmou que a decisão deveria servir de parâmetro para outros procedimentos conduzidos pela Corte.
O parlamentar disse que a aplicação do mesmo critério permitiria à sociedade conhecer o conteúdo de investigações que apresentam irregularidades. Marinho citou o inquérito das fake news e milícias digitais, referindo-se ao ministro Alexandre de Moraes, e a apuração sobre o “Orçamento secreto”, conduzida pelo ministro Flávio Dino.
A decisão de Mendonça tornou públicos o inquérito principal e 14 procedimentos relacionados à investigação sobre supostas fraudes envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro. Na manhã desta sexta-feira (11), o ministro incluiu Flávio Bolsonaro entre os investigados no processo relativo ao filme Dark Horse.
Até a manhã de quinta-feira, não havia registros de manifestações de outros parlamentares de oposição, de partidos como PL e Novo, sobre a retirada do sigilo. Integrantes dessas siglas têm defendido a atuação de Mendonça no caso e criticado medidas de blindagem em outras investigações do STF.

