O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) analisa, na manhã desta terça-feira (15), se o ministro Alexandre de Moraes pode ser investigado por suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A sessão, marcada para as 10h, ocorre após a Polícia Federal (PF) identificar a troca de mensagens entre o magistrado e o ex-banqueiro.
O processo foi levado à Corte pelo ministro André Mendonça, relator anterior do caso Master. A PF descobriu as conversas ao quebrar o sigilo do celular de Vorcaro, que está preso pela Operação Compliance Zero, que apura fraudes financeiras no Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco de Brasília (BRB).
A apuração indica que Vorcaro trocou cerca de 50 mensagens com um número atribuído a Moraes antes de sua prisão, ocorrida em 17 de novembro do ano passado. O contato teria ocorrido porque o escritório de advocacia Barci de Moraes, da família do ministro, prestou serviços ao banco.
Em mensagens de 15 e 16 de novembro de 2025, Vorcaro demonstrou preocupação com o avanço das investigações da PF e questionou a possibilidade de um mandado de prisão. O ex-banqueiro citou o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, embora não existam indícios de interferência de ambos.
O ministro Edson Fachin é o novo relator e conduzirá a sessão, que inclui a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) antes da votação. O STF não confirmou se Alexandre de Moraes ou o ministro Dias Toffoli participarão do julgamento. Toffoli já se declarou impedido em processos do caso Master.
Moraes não se pronunciou sobre o conteúdo das mensagens. Após a abertura do caso, o ministro incluiu André Mendonça no inquérito das fake news, acusando-o de agir por motivos políticos, mas a medida foi revertida por Fachin. A PGR, por meio de Paulo Gonet, defendeu a anulação do relatório da PF, alegando que a investigação contra Moraes foi ilegal por falta de autorização prévia do plenário.

