O Supremo Tribunal Federal (STF) mantém a sessão plenária marcada para esta quarta-feira (16), mas ministros avaliam a possibilidade de esvaziamento do plenário. A incerteza surge após julgamentos nesta terça-feira que expuseram divisões internas, com bate-bocas e acusações entre os integrantes da Corte.
A pauta do dia prevê a análise de três processos, incluindo uma discussão sobre a licença-maternidade para pessoas que adotam filhos. Embora a programação não tenha sido cancelada formalmente, integrantes do tribunal indicam que a ausência de ministros em número suficiente pode inviabilizar os trabalhos.
A crise é reflexo dos desdobramentos do caso Master. Na sessão extraordinária de terça-feira, ministros questionaram a condução do presidente do STF, Edson Fachin, que havia pedido equilíbrio e a evitação de confrontos pessoais no início dos trabalhos.
O julgamento envolvendo Alexandre de Moraes terminou sem definição após o ministro Flávio Dino pedir vista, suspendendo a discussão. Dino poderá manter o processo com ele por até 90 dias. A interrupção ocorreu durante a análise de uma questão preliminar sobre a tramitação de procedimentos que envolvem Moraes e André Mendonça.
Segundo a apuração, o clima de tensão pode dificultar a formação de quórum não apenas para esta quarta-feira, mas também para sessões nos próximos dias. A confirmação sobre a viabilidade da pauta ocorrerá apenas com a abertura oficial dos trabalhos.
A discussão de terça-feira foi interrompida antes que o Supremo chegasse ao mérito sobre a validade do relatório da Polícia Federal que originou a crise.


