O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, e Fernando Haddad (PT), ex-ministro da Fazenda do governo Lula, empataram na avaliação de colunistas do GLOBO após o debate realizado na noite desta terça-feira (29) nos estúdios da TV Globo, em São Paulo. Ambos terminaram com média 3,8, em escala de 1 a 5.
O duelo entre os dois candidatos foi marcado pelo uso intenso do “economês”, debate fiscal e uma batalha de números. A avaliação é dos colunistas Vera Magalhães, Pablo Ortellado, Bela Megale e Fabio Graner, que atribuíram notas individuais a cada participante.
Vera Magalhães disse que Tarcísio tem os dados de seu governo na ponta da língua e às vezes soa enfadonho, mas é um tipo de figurino que o paulista adora: técnico e comprometido. Sobre Haddad, afirmou que, diante da distância nas pesquisas, o candidato do PT fez aquilo que era a razão da sua candidatura: comparar os governos Lula e Bolsonaro e tentar sensibilizar o eleitor paulista para a eleição nacional e os riscos de negacionismo e ataques à democracia.
Pablo Ortellado avaliou que Tarcísio defendeu o legado de seu governo e demonstrou conhecer as políticas públicas sob seu controle, mas talvez o eleitor não tenha entendido suas prioridades e sua identidade política. Sobre Haddad, disse que o candidato enfatizou o papel do governo federal em quase todos os assuntos, lembrando ao eleitor que está ali fundamentalmente para dar palco para Lula no estado de São Paulo.
Bela Megale afirmou que Tarcísio respondeu aos questionamentos de Haddad com tranquilidade, fez críticas incisivas ao petista, mas sem ataques abaixo da linha da cintura, e trouxe o debate para questões estaduais. Sobre Haddad, disse que o candidato nacionalizou boa parte do debate, cumpriu bem o papel de mostrar feitos do governo Lula e apoio ao estado de São Paulo, especialmente via PAC, e encerrou listando acusações que pesam sobre Flávio Bolsonaro.
Fabio Graner avaliou que Tarcísio começou dominante, mas perdeu terreno com Haddad mais afiado nos blocos seguintes, e que, com liderança folgada nas pesquisas, conseguiu evitar danos definitivos. Sobre Haddad, disse que começou meio apático e sem inspiração, mas a partir do segundo bloco ganhou tração e gerou momentos mais difíceis para Tarcísio, especialmente nos temas das renúncias fiscais e da Sabesp.

