Uma sequência de temporais entre domingo (20) e segunda-feira (21) deixou quatro mortos e uma pessoa desaparecida em 151 municípios do Rio Grande do Sul. A Defesa Civil estadual registrou 156 ocorrências, com danos que atingiram 577.230 pessoas em diversas regiões do Estado.
Caxias do Sul confirmou três óbitos. Em Parada Cristal, uma adolescente de 13 anos e uma criança de quatro anos morreram após o carro da família ser arrastado por uma enxurrada; o Corpo de Bombeiros busca por uma mulher de 43 anos, mãe das vítimas. No bairro De Lazzer, um homem morreu ao ser arrastado pela água enquanto limpava uma galeria. Em Pelotas, um motociclista morreu ao colidir com um fio caído na via.
O balanço da Defesa Civil indica que 657 pessoas estão desabrigadas e 3.178 desalojadas. No total, 23 casas foram destruídas e 466 danificadas, além de 1.978 residências destelhadas e 1.401 alagadas. A infraestrutura pública também foi afetada, com danos em 47 escolas e 19 estabelecimentos de saúde.
Os maiores volumes de chuva em 12 horas ocorreram em Jaquirana, com 194,6 mm, e em Caxias do Sul, com 178,4 mm. As rajadas de vento mais fortes foram registradas em Hulha Negra, atingindo 126,7 km/h, seguidas por Rio Grande, Cerrito e Dilermando de Aguiar, todas com registros acima de 100 km/h.
A Defesa Civil emitiu 75 alertas durante o período, incluindo avisos de tempestades severas e ventos acima de 90 km/h para a Região Metropolitana de Porto Alegre. O órgão mantém níveis de atenção e alerta até quarta-feira (23) devido ao risco de alagamentos e extravasamento de rios, especialmente nas bacias do Caí, Taquari, Jacuí, Paranhana e Sinos.
No Vale do Taquari, as autoridades municipais foram mobilizadas para aplicar os Planos de Contingência Municipal. A região, considerada com maior potencial de impacto pelas cheias, conta agora com a instalação de um Gabinete Regional Integrado de Gerenciamento de Desastres para coordenar a resposta e a segurança da população.

