O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) proibiu, em decisão publicada na sexta-feira (25), uma propaganda de 30 segundos da campanha do governador e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), com o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB). A inserção citava programas habitacionais como Casa Paulista e Pode Entrar.
Na peça, a campanha de Tarcísio destacava a parceria entre o governo do Estado e a Prefeitura de São Paulo. Para o TRE-SP, a participação de Nunes configurou interferência do chefe do Executivo municipal na eleição estadual.
Segundo a Justiça Eleitoral, o emedebista atuou não apenas como cidadão ou apoiador, mas como prefeito, usando o prestígio político e a força do cargo para fazer propaganda. A proibição atendeu a um pedido da coligação Desperta São Paulo, formada por PDT, PSB e pelas federações Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV) e Psol/Rede.
Pela lei, Ricardo Nunes poderia participar de apenas 25% da duração da propaganda, o que daria cerca de 7 segundos. O prefeito, no entanto, falou por 14 segundos, o dobro do tempo permitido.
Em nota, a campanha de Tarcísio informou que recorrerá da decisão. “Não havia qualquer incorreção na propaganda que trazia Ricardo Nunes e Tarcísio de Freitas em um contexto de parceria e de prestação de contas, sem pedido de voto ou declaração expressa de apoio”, diz o comunicado. “No mesmo sentido foram os votos divergentes do TRE, que não registraram qualquer irregularidade na peça. A campanha irá recorrer dessa decisão.”

