O presidente da China, Xi Jinping, chegou a Washington nesta quarta-feira (23) para uma visita de Estado de três dias. Recebido por Donald Trump na Base Andrews, o líder chinês participa de uma agenda que inclui discussões sobre inteligência artificial, comércio e a situação do Irã, além de cerimônias oficiais.
A recepção de Trump ao pé do avião é considerada um gesto excepcional, já que presidentes americanos raramente realizam esse protocolo. A programação prevê um show aéreo militar, saudação com 21 tiros de canhão e um banquete na Casa Branca na noite de quinta-feira. A visita termina na sexta-feira com um chá entre os casais presidenciais e ida aos Arquivos Nacionais.
As conversas devem focar no desenvolvimento da inteligência artificial, área em que as duas potências competem pela supremacia. Segundo a apuração, há poucas expectativas de um acordo para regular a tecnologia. Em diálogo prévio no domingo, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, e o par chinês, He Lifeng, discutiram a criação de um canal de comunicação para tratar do tema.
Bessent informou que a trégua comercial entre os dois países, estabelecida por Trump, será prolongada até janeiro. Jonathan Czin, do Instituto Brookings, disse a agências internacionais que as expectativas por resultados concretos são baixas devido à distância nas negociações. Analistas indicam que a China utiliza o período para consolidar sua posição.
A suntuosidade da recepção foi criticada por setores republicanos, especialmente após relatos de que Pequim teria fornecido inteligência ao Irã para ataques contra tropas americanas. O senador Roger Wicker, presidente do Comitê de Serviços Armados do Senado, afirmou que o convidado é um “ditador brutal, não eleito e opressor”.
O secretário de Estado, Marco Rubio, defendeu a necessidade de conversa entre as potências armamentistas. Taylor Rogers, subsecretário de Imprensa da Casa Branca, declarou que o presidente age conforme os interesses nacionais. Para Trump, a visita também serve para desviar a atenção da queda em sua aprovação devido ao impacto da guerra com o Irã nos preços dos combustíveis antes das eleições legislativas de novembro.

