Organizações e ambientalistas acionaram alerta para risco de retrocesso na proteção ambiental no Brasil. Levantamento do Observatório do Clima mostra que sete em cada dez parlamentares eleitos têm baixa ou muito baixa aderência ao tema. Projetos em tramitação no Congresso preveem flexibilização da proteção de florestas, redução de áreas de preservação, regularização da grilagem e mineração em terras indígenas.
O mapeamento feito por organizações e ambientalistas identificou riscos em projetos que tramitam no Congresso Nacional. Entre eles, estão a flexibilização da proteção das florestas, a redução de áreas de preservação, a regularização da grilagem e a mineração em terras indígenas.
O levantamento do Observatório do Clima aponta que sete em cada dez parlamentares eleitos têm aderência baixa ou muito baixa à agenda ambiental. O índice acendeu o sinal de alerta entre entidades que acompanham a pauta.
Os danos à legislação ambiental brasileira podem ganhar velocidade ainda nesta legislatura, segundo o levantamento. O risco aumenta no próximo Congresso, que assume com perfil majoritariamente desfavorável ao tema.
Ambientalistas monitoram os projetos e tentam evitar que avancem em regime de urgência. A avaliação é de que o fim da atual legislatura concentra esforços para aprovar matérias de interesse de setores ligados ao agronegócio e à mineração.

