O deputado estadual Márcio Correia de Oliveira, o Márcio Canella (União Brasil), segundo mais votado do Rio de Janeiro, foi preso na manhã desta quinta-feira (15) na oitava fase da Operação Unha e Carne, da Polícia Federal. A ação investiga organização criminosa suspeita de usar postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio para lavar dinheiro. Segundo as investigações, o esquema movimentou mais de R$ 7,6 bilhões em seis anos.
A trajetória política de Canella começou em 2012, quando foi eleito vereador de Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Dois anos depois, conquistou uma cadeira na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Em 2016, foi eleito vice-prefeito do município e, em 2018, voltou a se eleger deputado estadual. Posteriormente, chegou à Câmara dos Deputados, em Brasília.
Em 2024, Canella foi eleito prefeito de Belford Roxo, mas renunciou ao cargo no início deste ano. À época, seu objetivo era disputar uma vaga no Senado pelo Rio. Porém, em agosto, anunciou em suas redes sociais que desistiu de concorrer ao Senado e que tentaria novamente ser deputado estadual.
No texto, o político afirmou que a decisão foi tomada para manter a atuação mais próxima da população da Baixada Fluminense. “Decidimos que o melhor caminho, neste momento, é continuar ao lado de quem mais precisa. E por isso, disputarei um novo mandato de deputado estadual para a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro”, escreveu em um post.
Esta não foi a primeira prisão de Canella. Em julho deste ano, ele foi detido em flagrante por posse ilegal de arma durante a sexta fase da mesma operação. Na ocasião, policiais federais encontraram um fuzil no carro do político, que afirmou que a arma não lhe pertencia.

