Os mercados globais operam com aversão ao risco nesta quinta-feira (1º), com os juros dos títulos públicos em máximas de décadas, enquanto investidores aguardam a divulgação de nova pesquisa eleitoral e o debate entre presidenciáveis. O Ibovespa tenta manter o fôlego após fechar setembro com alta de 5,03%, o melhor mês desde janeiro.
Na Europa, as bolsas operam em baixa, pressionadas pela combinação de juros dos títulos públicos em alta, inflação mais pressionada e receio de juros elevados por mais tempo. Os rendimentos dos títulos do governo britânico de 30 anos chegaram a 6% pela primeira vez desde 1998. O STOXX 600 cai 0,59%, o DAX recua 0,13%, o FTSE 100 perde 1,15%, o CAC 40 cai 0,69% e o FTSE MIB recua 0,61%.
Nos EUA, os índices futuros iniciam o mês no positivo, com suporte nas ações de tecnologia após os resultados positivos da Micron. A fabricante de memórias divulgou na quarta-feira resultados melhores do que o esperado, beneficiando-se da crescente demanda por infraestrutura de IA. O rendimento dos títulos do Tesouro de 10 anos atingiu o nível mais alto em 24 anos, com forte onda de vendas de títulos. Dow Jones Futuro sobe 0,08%, S&P 500 Futuro avança 0,36% e Nasdaq Futuro ganha 0,78%.
No cenário doméstico, o IPC-S da quarta quadrissemana de setembro subiu 0,67% e acumula alta de 3,95% em 12 meses. O Índice de Confiança Empresarial (ICE) do FGV IBRE recuou 1,2 ponto em setembro, para 89,3 pontos, terceira queda mensal seguida.
O Ibovespa fechou ontem com alta de 1,37%, aos 186.340,46 pontos, com volume de R$ 28,10 bilhões. Setembro terminou com ganho de 5,03%, o melhor mês desde janeiro. No ano, o índice acumula alta de 15,65%. O dólar comercial caiu 0,81%, a R$ 5,174, emendando a segunda queda seguida e fechando setembro com recuo de 0,15%.
As atenções se voltam para a divulgação do Datafolha sobre a disputa pelo Palácio do Planalto, entre o fim da tarde e o início da noite. A Globo promove à noite o debate entre presidenciáveis que encerra a campanha. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou presença, mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve conceder entrevista a podcast no mesmo horário e não deve comparecer.

