Nesta terça-feira (6), a Lua passa pela frente de Júpiter e oculta temporariamente o maior planeta do Sistema Solar, em fenômeno raro visível apenas de alguns pontos da América do Norte, da África e do Caribe. O Brasil fica fora da faixa, mas observa a conjunção ao amanhecer.
A ocultação lunar acontece quando a Lua fica na posição exata entre o observador e Júpiter, escondendo o planeta por cerca de uma hora, conforme a localização. O evento pode ser visto até com binóculos ou telescópios.
Além do planeta, as quatro maiores luas de Júpiter — Io, Europa, Ganimedes e Calisto — também serão visíveis e ocultadas na sequência.
O fenômeno é raro porque exige angulação perfeita para uma determinada região da Terra. Lua e Júpiter se aproximam com frequência no céu, mas não de forma que o satélite esconda o planeta para quem observa do nosso planeta.
Segundo a Sky & Telescope, a ocultação lunar visível da Terra acontece uma vez a cada 13 anos, em média. Os horários dependem da localização, mas a maior parte ocorreu entre 4h e 5h da madrugada.
Como a Lua está na fase minguante, Júpiter desaparece pelo lado claro e reaparece na face escura do satélite. O contraste entre o lado escuro e o planeta gasoso deixa a cena mais nítida, ponto central da observação.
No Brasil, fora da faixa de visibilidade, a NASA informou que foi possível observar a conjunção, quando dois astros se aproximam bastante, sobretudo ao amanhecer.

