O coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, senador Rogério Marinho (PL-RN), chamou nesta terça-feira (6) de “oportunista e eleitoreira” a análise da proposta que acaba com a escala 6×1 no Senado durante o período eleitoral. A declaração foi dada após reunião com o presidente do STF, Edson Fachin.
“É bom lembrar que o PT há 18 anos governa o país, 14 anos antes e 4 anos depois. Por que agora? Por que nesse momento? Por que esse súbito despertar? E por que a discussão não acontece com a profundidade, com a racionalidade que essa discussão exige?”, declarou a jornalistas.
A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) começou a ser discutida no plenário do Senado nesta terça-feira (6). O texto já foi aprovado pela Câmara em maio e reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, além de estabelecer dois dias de descanso por semana, sem redução salarial.
A proposta precisa passar por cinco sessões de discussão antes da votação em 1º turno no Senado. O intervalo pode ser reduzido caso haja acordo entre os líderes. Para ser aprovada, são necessários ao menos 49 votos favoráveis em dois turnos.
O governo Lula tentava acelerar a análise para aprovar a mudança antes do 2º turno das eleições. A líder do Governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), disse na segunda-feira (5) que a PEC não deve ser votada nesta semana.
Segundo governistas, o resultado do 1º turno aumentou as dúvidas sobre o apoio necessário para acelerar a tramitação. A proposta é uma das principais bandeiras da campanha de Lula à reeleição.
O PL, por sua vez, defende uma alternativa em que empresas e funcionários negociem diretamente jornadas e condições de trabalho.

