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TSE manda retirar vídeo de Nikolas com crianças contra Lula

Carla Fernandes
Última atualização: 14 de outubro de 2026 09:39
Carla Fernandes
Tempo: 2 min.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a retirada de um vídeo do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) que usa crianças para criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ordem também atinge a publicação compartilhada no WhatsApp pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência. O ministro Marco Aurélio Bellizze concedeu a liminar nesta terça-feira (13).

Bellizze fixou prazo de 24 horas para a remoção do conteúdo. O vídeo foi publicado por Nikolas em 12 de outubro, Dia das Crianças.

Na gravação, menores associam Lula e o PT à criminalidade, à insegurança e ao aumento dos preços. Ao final, citam a eleição de 25 de outubro e pedem votos contra o partido.

Em um trecho, uma criança afirma que não ganhará uma bicicleta porque roubaram o dinheiro de sua avó. As falas seguintes associam o episódio ao presidente e a seu filho, Lulinha. Outros trechos abordam o medo de brincar nas ruas, furtos de celulares e preços.

Na decisão, Bellizze considerou que o vídeo usa menores para transmitir acusações políticas e influenciar eleitores. Segundo ele, a montagem apresenta afirmações sem contexto adequado e pode induzir conclusões sem respaldo no material.

“A utilização das falas e imagens das crianças nessa construção narrativa é apta, em tese, a intensificar o apelo emocional da mensagem e a associar o candidato adversário a problemas sociais sem que essa conclusão decorra necessariamente dos elementos apresentados”, argumentou.

A campanha de Lula apresentou a representação. Alegou que o vídeo vincula o presidente a acusações não demonstradas e usa crianças para ampliar seu impacto. Também pediu a proibição de publicações semelhantes.

Bellizze ordenou a retirada das postagens no Instagram, no Facebook e no X de Nikolas, além do WhatsApp de Flávio. As plataformas poderão receber notificação para bloquear o conteúdo em caso de descumprimento. O ministro rejeitou a proibição genérica de novas postagens por considerar que poderia atingir a liberdade de expressão. O plenário do TSE julgará a liminar. Nikolas e Flávio poderão apresentar defesa.

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