O Vasco venceu o Boca Juniors por 1 a 0 na noite desta terça-feira (13), na Bombonera, pela semifinal da Copa Sul-Americana, e assumiu a vantagem no confronto. O resultado interrompeu uma invencibilidade de 17 partidas do time argentino e rendeu elogios da imprensa local ao futebol apresentado pelo clube carioca.
O diário Olé reconheceu a superioridade vascaína na construção do resultado. “O Vasco não demorou muito a começar a dominar o jogo, com a simples receita de jogar bem e ter bons jogadores”, escreveu o jornal. A publicação acrescentou que a posse de bola se transformou em perigo e, depois, em “um merecido gol”, marcado por Adson após cruzamento de Andrés Gómez.
O Clarín também destacou a personalidade do time brasileiro: “O Vasco da Gama se plantou na Bombonera sem timidez para movimentar a bola, ganhar sempre no meio de campo”, afirmou. Ao explicar esse domínio, o jornal citou nominalmente Thiago Mendes, Santiago Sosa e Alan Lescano.
É um reconhecimento importante: mesmo em textos concentrados na frustração do Boca, os dois veículos reservaram espaço para os méritos de quem foi a Buenos Aires e impôs dificuldades ao anfitrião.
A dimensão dessa noite remete a uma história que não terminou no título da Libertadores de 1998 nem na decisão intercontinental contra o Real Madrid, naquele mesmo ano. Em 2000, o Vasco venceu o Manchester United por 3 a 1 no Mundial de Clubes e chegou à final contra o Corinthians. Também conquistou a Copa Mercosul, com a inesquecível virada sobre o Palmeiras.
Houve outras campanhas relevantes depois: a semifinal da Sul-Americana de 2011, contra a Universidad de Chile, e as quartas de final da Libertadores de 2012, diante do Corinthians. Esta última permanece como uma referência mais recente de disputa avançada do Vasco no principal torneio continental.
A classificação ainda depende do jogo de volta, e o próprio segundo tempo em Buenos Aires mostrou o tamanho do desafio: com um jogador a menos após a expulsão de Andrés Gómez, o Vasco precisou resistir à pressão argentina.

