A nova campanha do uniforme oficial da seleção brasileira para a Copa do Mundo, lançada na segunda-feira, 23, pela Nike, gerou polêmica devido à inclusão da palavra ‘brasa’ nas meias e da expressão ‘Vai, Brasa’ na etiqueta da gola.
A discussão se intensificou, com críticas sobre a relação entre ‘brasa’ e ‘Brasil’. O senador Hamilton Mourão, ex-vice-presidente, afirmou:
“‘A seleção brasileira não é uma marca, não é gíria de internet e não é experimento de marketing. Trocar Brasil por ‘BRASA’ não é modernidade, é ofensa.'”
A diretora de arte da Nike, Rachel Denti, apresentou o novo design e comentou:
“‘É o Brasil, mas também é Brasa quando está jogando, né?'”
A polêmica se agravou com ataques direcionados a Denti nas redes sociais, incluindo comentários misóginos. O empresário Luciano Hang criticou o visual da designer e insinuou que a camisa vermelha, que foi aprovada em 2024, foi uma tentativa de polarização política.
A ideia da Nike, embora bem-intencionada, não foi bem recebida. O Comitê Olímpico do Brasil já havia utilizado a expressão ‘Manda brasa, Brasil’ em 2023, mas sem alterações no vestuário. A CBF esclareceu que o ‘brasa’ era uma peça publicitária e não estaria presente nas partidas.
Marcos Bedendo, consultor de marcas, comentou sobre a importância de ouvir a sociedade antes de implementar mudanças. Ele citou o arquiteto Oscar Niemeyer, que permitiu que os cidadãos definissem os caminhos em Brasília antes de pavimentá-los.
A confusão em torno do uniforme da seleção reflete a necessidade de cautela ao introduzir novos elementos, especialmente em um contexto onde o futebol brasileiro enfrenta desafios.

